Peça construída a partir de O Velho da horta, apresentada a D. Manuel no ano de 1512, e outros textos de Gil Vicente, primeiro autor de língua portuguesa que faz a transição da
época Medieval para a época do Renascimento. Nesta farsa, onde se exalta
a vitória da juventude contra a velhice e a morte, o espectador é
colocado perante uma intriga engenhosamente construída. Um reencontro
com a feira alegórica de personagens vicentinas, com as suas questões
metateatrais, com o pensamento das sátiras e costumes.
O Velho da horta é uma peça de enredo, na qual se desenvolve uma ação
contínua e encadeada com uma personagem marcada pelo conflito entre a
razão e o sentimento amoroso: "Que morrer é acabar e amor não tem
saída". A partir do sonho-pesadelo do Velho, evocam-se ainda neste
espetáculo algumas das mais importantes obras de Gil Vicente: Todo o
mundo e ninguém, Barca do Inferno, Auto da Cananeia, Auto da Alma, Auto
da Festa, Auto Pastoril Português, Tragicomédia do Inverno e Verão e
Auto da Índia.
A intemporalidade da obra de Gil Vicente é recuperada neste espetáculo
popular, sagrado e profano que atravessa o tempo até aos dias de hoje
com uma acutilante perspetiva sobre a sociedade contemporânea.
NOTA: Os espetáculos de 4.ª a 6.ª são direcionados ao universo escolar, pelo que estão sujeitos a marcação prévia.
a partir de O Velho da horta e outros textos de Gil Vicente
versão cénica e encenação João Mota
com João Grosso, José Neves, Lúcia Maria, Manuel Coelho, Maria Amélia Matta, Alexandre Lopes, Marco Paiva, Simon Frankel e Bernardo Chatillon, Joana Cotrim, Jorge Albuquerque, Lita Pedreira, Luis Geraldo e Maria Jorge (ano 2011/2012 ESTC).
figurinos Carlos Paulo
desenho de luz José Carlos Nascimento
direção musical e sonoplastia Hugo Franco
máquina de cena Eric da Costa
produção TNDM II
M/ 12
Jornal de Letras
31-10-2012
"(...) o espetáculo exibe uma dramaturgia coerente, concisa e dramaticamente eficaz (...) um desempenho sério e comovente de João Grosso (...)"
Helena Simões (crítica)