NOTA: Por motivos técnicos imprevistos e alheios à nossa vontade, as apresentações do espectáculo “A estrela de Sevilha” não se irão realizar.
6ª e Sáb. 21h30
A Companhia Nacional de Teatro Clássico de Espanha apresenta um dos mais importantes textos do Século de Ouro espanhol. Esta é uma tragédia que narra feitos supostamente históricos, embora pertencentes a um conjunto de histórias que a tradução tem moldado, através de relatos ou romances, e que se teriam perdido. Desenvolve-se aqui um tema tão antigo como o próprio teatro: o abuso de poder. A nossa tradição, já desde o Renascimento, valoriza muito este tipo de temas: o tirano e os seus excessos, a legitimidade ou arbitrariedade das decisões, a mentira que se vai complicando, que vai crescendo até engolir o próprio monarca.
Sancho el Bravo chega a Sevilha, onde existe uma classe forte que pactua com o rei: a nobreza da cidade deixa o rei governar desde que este não cause danos à cidade, isto é, a justiça, a honra devem estar ao serviço dos seus interesses. Exigem-lhe a majestade ou, como diria Cícero, o prestígio e a dignidade da cidade. Assistiremos à história de um governante que comete um erro e, para o reparar, manipula, mata e desrespeita a sua própria lei.

atribuído a Lope de Vega
versão e direcção Eduardo Vasco
assessor de verso Vicente Fuentes
cenografia Carolina González
figurinos Lorenzo Caprile
desenho de luz Miguel Ángel Camacho
com Ángel Ramón Jiménez, Arturo Querejeta, Daniel Albaladejo, Eva Trancón, Fernando Sendino, Francisco Rojas, Isaac M. Pulet, Jaime Soler, Jesús Calvo, Jesús Hierónides, José Ramón Iglesias, José Vicente Ramos, Mon Ceballos, Muriel Sánchez, Paco Vila
idioma castelhano
produção Companhia Nacional de Teatro Clássico de Espanha
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