Fachada principal do TNDM II Um Eléctrico chamado Desejo O Homem Elefante 1974 Snapshots: Histórias de Amor
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Miserere
Sala Garrett
15 de Abr a 23 de Mai 2010
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Fotografias

4ª a Sáb. 21h30 | Dom. 16h

O confronto de um antigo texto religioso com o nosso tempo. Um reencontro com o “Auto da Alma”, um dos mais belos e mais sombrios textos de Gil Vicente, escrito para a Semana Santa da corte de D. Manuel I. Ao texto do auto acrescenta-se a glosa do salmo “Miserere mei Deus” e a fala do Anjo noutra peça: o “Breve Sumário da História de Deus”. O discurso da culpa e da culpabilização é confrontado com o discurso cristão da alegria, mais frequente em Gil Vicente. Alma, Anjo, Diabos, Santa Igreja e seus Doutores, as figuras simbólicas do auto quinhentista, perdem a sua antiga imagem e ganham carne nas pessoas dos actores. Transformam-se em figuras do nosso tempo, fechadas numa sala de prisão ou de hospital. A cerimónia religiosa passa da igreja para o palco e revela a sua violência num mundo profundamente profano. Estão em cena “Todo o Mundo e Ninguém”. Nos nossos dias. “Todo o Mundo busca a vida e Ninguém conhece a morte.”

MISERERE: uma nova glosa do salmo bíblico. “Amercea-te de mi Deos”.

a partir de “Auto da Alma” e outros textos de Gil Vicente
colagem de textos e encenação Luis Miguel Cintra
cenário e figurinos Cristina Reis
desenho de luz Daniel Worm d´Assumpção
com Dinis Gomes, Duarte Guimarães, João Grosso, José Airosa, José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Ricardo Aibéo, Rita Blanco, Sofia Marques e Vítor d´Andrade
co-produção TNDM II e Teatro da Cornucópia
M/ 12

 

 


 
Gil Vicente na 1.ª Ordem
EXPOSIÇÃO
15 de Abril a 30 de Junho
3ª - 10h às 12h30 e 17h às 18h30 
4ª a Sábado - 10h às 12h30h e 17h às 20h 
Domingo 10h às 12h30


 


O Romantismo fez de Gil Vicente o pai do teatro português. Supõe-se que nasceu cerca de 1465 e que morreu cerca de 1537. Viveu naquele que podemos considerar o século de ouro português. Escreveu autos para a corte, primeiro a pedido da rainha D. Leonor, viúva de D. João II, mais tarde para D. Manuel I e D. João III. O primeiro terá sido, em 1502, o Auto da Visitação, na câmara da Rainha, festejando o nascimento do futuro João III. Durante 34 anos, Gil Vicente será o Mestre de retórica da representação produzindo mais de 50 autos e participando na organização das celebrações promovidas na corte.

 

No momento em que alguns dos textos de Gil Vicente são representados no espectáculo Miserere na sala Garrett, o TNDM II inaugura, no dia 15 de Abril, a exposição “Gil Vicente na 1ª Ordem”. A mostra pretende dar a conhecer trajes desenhados por Almada Negreiros para o Auto da Alma e, através de meios tecnológicos interactivos, gravações de excertos dos seus autos e imagens de espectáculos e de documentos que chegaram até aos nossos dias.

 

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