Fachada principal do TNDM II Um Eléctrico chamado Desejo O Homem Elefante 1974 Snapshots: Histórias de Amor
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Goldoni Terminus
Sala Garrett
19 de Jul a 20 de Jul 2007
Fotografias

21H30 


co-produção
Teatro Nacional da Croácia “Ivan pl. Zajc” – Dramma Italiano -  Fiume
Teatro Stabile da Sardegna – Cagliari

TNDM II
Bienal de Veneza 2007


Ao encenador Toni Cafiero não interessava a reconstituição histórica do teatro de Carlo Goldoni, tal como era representado no século XVIII. Por isso, propôs a escritores dos três países que co-produzem este trabalho – Itália, Croácia e Portugal –escreverem uma peça contemporânea a partir dos “canovacci” do dramaturgo italiano. O desafio que lançou foi no sentido de se aplicar a crítica e a ironia goldonianas à época que vivemos, uma época em que Veneza deixou de ser a capital do comércio europeu para se transformar na cidade turística por excelência. O amor, tema central das peças de Goldoni, mas sempre numa perspectiva do interesse (ao escolherem um companheiro, os apaixonados de Goldoni tratam do seu bolso, mais do que do coração), surge, nas três peças, na perspectiva actual. Vivem-se tempos em que as pessoas optam, cada vez mais, pela carreira e em que preferem ter relações passageiras e superficiais do que sofrer desilusões.

encenação Toni Cafiero
coordenação Mani Gotovac
cenografia José Manuel Castanheira
coreografia Zak Valenta
música Darkeo Jurkovic com o Darko Jurkovic Trio
desenho de luz Maurizio Viani
fotografia Dražen Šokčević

com

Galiano Pahor | Leonora Surian | Mirko Soldano | Rosanna Bubbola | Elena Brumini | Rita Cruz | Woody Neri | Massimo Nicolini | Piergiuseppe Di Tanno

Duração: 2h50 com intervalo
Língua: Italiano (legendado em Português)

Este espectáculo fará a sua estreia oficial na Bienal de Veneza de 2007.

 

CARLO GOLDONI

Nascido em Veneza, em 1707, Goldoni é geralmente conhecido como o supremo dramaturgo italiano. O seu trabalho, ao lado do modernista Luigi Pirandello, inclui algumas das mais famosas peças do teatro italiano. Quebrando a tradição da “commedia dell’arte”, criou comédias com um humor sofisticado, num estilo moderno, que divertiram audiências até aos dias de hoje. Tendo estudado e exercido Direito, Goldoni acabou por se dedicar à dramaturgia e à gestão de alguns teatros. Estreou-se no teatro italiano com a tragédia “Amalasunta” (1733), uma obra que não foi bem recebida pelo público. No ano seguinte, “Belissario” (1734) conheceu melhor sucesso. Progressivamente, Goldoni descobriu a sua vocação como autor de comédias. “L’Uomo de Mondo” (1738), “Momolo Cortesan” (1738) ou “La Donna di Garbo” (1743) foram algumas das suas obras mais interessantes que combinavam o modelo de Molière com o da “commedia dell’arte”. O abandono da gargalhada fácil, a insistência na função didáctica e moralizadora do teatro, a crítica à burguesia, a primazia do intimismo nas relações entre as personagens ou a apologia da fixação do texto confirmaram a voz de Goldoni como uma voz decisiva para a evolução do teatro. A sua influência na contemporaneidade é significativa através de imagens provenientes da dramatização da vida, dos valores e dos conflitos existentes nas classes médias emergentes. Apesar de ter escrito em francês e italiano, Goldoni enriqueceu a sua obra ao escrever em “veneziano”, utilizando quer uma linguagem vernacular, quer uma linguagem coloquial.


TONI CAFIERO

O encenador italiano-francês, cujo trabalho tem sido reconhecido em países como a França, Espanha, Bélgica, Estados Unidos da América ou Argélia, estudou teatro na prestigiada escola de Jacques Lecoq e, posteriormente, na Escola de Belas Artes de Bolonha, onde obteve formação em cenografia. Pedagogo em vários Centros de formação para profissionais, é professor convidado da RESAD de Madrid, do Instituto de Teatro de Barcelona, Conservatório de Nantes, Montepellier, Escola Nacional de Chaillot de Paris e da Universidade de Nova Iorque. Tem apresentado trabalho em várias cidades europeias e também em África e nos Estados Unidos (apresentou as peças “Ricardo II” e “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, no Shakespeare Festival of New York).


EDOARDO ERBA

Natural de Pavia, perto de Milão, Edoardo Erba formou-se na Universidade de Pavia e no Piccolo Teatro, em Milão. A peça “Maratona di New York” é um dos seus mais afamados trabalhos, tendo sido representada com grande sucesso entre 1992 e 1994, várias vezes editada em Itália, traduzida em treze línguas. Entre os outros trabalhos como dramaturgo, podemos citar obras como “Muratori”, “Margarita e il Gallo”, “Animali nella Nebbia”, “L’Uomo della mia Vita”, “Vaiolo”, “Venditori”, “Vizio di Famiglia”, “Curva Cieca”, “Tessuti Umani”, “Porco Selvatico”, “La Notte di Picasso” e “Ostruzionismo Radicale”. Com “Venditori”, “Senza Hitler”, “Vizio di Famiglia”, “Il Capodanno del Secolo”, “Maratona di New York” e “Dejavu”, Erba afirmou-se ao ser premiado com alguns dos mais importantes prémios nacionais de teatro (Riccione, Idi, Enrico Maria Salerno e Candoni). As suas obras têm sido apresentadas em diversos locais, desde o Stages Theatre de Hollywood, passando por Londres, Hamburgo, Frankfurt ou Budapeste. Considerado pela crítica como um dos maiores talentos da sua geração, Erba tem também escrito com frequência, para rádio e televisão, sketches e sitcoms.


RUI ZINK

Escritor e professor universitário português, doutorado em Literatura Portuguesa, Rui Zink publicou, para além de diversas publicações académicas e científicas, vários livros, entre os quais se destacam títulos como: a novela “Hotel Lusitano” (1987); o livro de contos “A Realidade Agora a Cores” (1988); “Homens-Aranhas” (1994); o romance “Apocalipse Nau” (1996); o romance interactivo “Os Surfistas” (2001); os livros infantis, com Manuel João Ramos, “O Bebé que não Gostava de Televisão” (2002); “O Bebé que não Sabia Quem Era” (2002) e “O Bebé que fez uma Birra” (2003); o libreto da ópera de José Eduardo Rocha, “Os Fugitivos” (2004), apresentada no Teatro da Trindade; o romance “Dádiva Divina” (2004) ou a novela “O Anibaleitor” (2006). Em 2007, publicou a versão revista e aumentada da novela “A Espera”, bem como a novela gráfica “Rei”, com António José Gonçalves. Destaque ainda para a sua actividade enquanto tradutor de textos de Matt Groening, Saul Bellow, Richard Zenith ou Dean Karnazes. Reconhecido com vários prémios, ao longo da sua carreira, Rui Zink foi, em 1985, redactor da publicação mensal “Contraste”, colaborador do “Independente” (1991) e da “K” (1992), editor de “O Inimigo” (1993), dirigido por Júlio Pinto, e do suplemento de um caderno do jornal “Expresso”, “O Inevitável” (2005).

 

TENA ŠTIVIČIĆ

Natural de Zagreb, concluiu a sua formação em Dramaturgia na Academia de Artes Dramáticas de Zagreb. As suas peças, publicadas e traduzidas em diversas línguas, têm sido produzidas na Croácia e por toda a Europa Central e de Leste. Concluiu o Mestrado em Escrita para Performance, no Goldmsiths College, em Londres. Participou no projecto “Future Perfect”, o programa dos jovens escritores “Paines Plough”. Trabalha e vive, actualmente, em Londres.

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