Fachada principal do TNDM II Um Eléctrico chamado Desejo O Homem Elefante 1974 Snapshots: Histórias de Amor
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R2
Sala Experimental
04 de Jul a 08 de Jul 2007
Fotografias

4ª a DOM. 19H00

Paralelamente à encenação do espectáculo Ricardo II, Nuno Cardoso desenvolveu um trabalho com jovens de bairros carenciados do Casal dos Machados, Zambujal e Cova da Moura, alguns dos quais trabalham regularmente com o Grupo de Teatro do Oprimido* de Lisboa. R2 é o resultado.
Riqui é presidente de uma Junta de Freguesia e é avisado pelo Tio João que o seu primo Bernas e o seu assistente pessoal Mauro estão em disputa e esperam Riqui para que este os oiça e aja como juiz. Riqui recebe-os e Bernas explica que Mauro engravidou a sua namorada e rouba dinheiro à Junta, acusações estas que Mauro nega. Riqui tenta obrigá-los a fazer as pazes mas, não consegue e é marcado um combate no ginásio. Mais tarde será revelado que foi Riqui quem engravidou a namorada de Bernas. Incapaz de julgar a disputa, Riqui interrompe o combate e, em nome da boa convivência, manda Bernas afastar-se por 9 meses e Mauro, para sempre, da freguesia. Resolvido o problema, Riqui resolve ir de férias prolongadas para o Brasil. O tio João, pai de Bernas, morre e Riqui usa o dinheiro do tio morto para fazer a viagem, deixando para trás a sua mulher e delegando a manutenção da freguesia à sua tia Joaquina. Esta reacção revolta os populares que acusam Riqui de estar a roubar dinheiro à Junta para fins pessoais e, sobretudo, os maridos traídos por Riqui e pelas suas esposas. Sabendo disto, Bernas regressa passados poucos meses, sob a desculpa de querer a sua herança  e apodera-se da Junta, despedindo a antiga administração de Riqui, excepto a tia Joaquina, que o apoia. Quando Riqui volta das férias, rapidamente percebe que perdeu a Junta e é forçado a passá-la a Bernas. Bernas toma a presidência da Junta e manda Riqui para uma prisão, onde será assassinado.


encenação NUNO CARDOSO
cenografia F. RIBEIRO
desenho de luz JOSÉ ÁLVARO CORREIA
assistência de encenação PAULA GARCIA | VICTOR HUGO PONTES
mediação sócio-cultural GISELLA MENDOZA
estagiária (ESTC) MARGARIDA TEIXEIRA

COM 


BRUNO GAMBOA | CARLA VALDIGEM | CLÁUDIA ESPÍRITO SANTO | CRISTIANO SARAIVA | FÁBIA CORREIA | FLÁVIA ROCHA | ISA MONTEIRO | JANICE SARAIVA | MITUSCHA | PASCOAL MARTINS | QUINTINO FORTES | REGINALDO SPÍNOLA | SANDRA GOMES | VÍTOR MONTEIRO | WILLIAM BRANDÃO

Os intervenientes são jovens a desenvolver actividade de teatro fórum nos bairros: Casal dos Machados, Zambujal e Cova da Moura no âmbito do Projecto DiverCidade.


*Sobre o Teatro do Oprimido
O Teatro do Oprimido
tem como objectivo transformar o espectador (ser passivo) em espect-actor (sujeito activo criador), foi concebido e desenvolvido pelo dramaturgo e encenador brasileiro Augusto Boal. Em Lisboa, o Grupo de Teatro do Oprimido trabalha na Amadora e desenvolve trabalho teatral com população afro-portuguesa, abordando temas como a prevenção da sida, a gravidez precoce, a discriminação ou a violência doméstica.
Contacto: gtolisboa@sapo.pt


[Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa: Questionar o Outro]

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