Alternatives théâtrales
Représentation du travail et travail théâtral
Revista, nº94-95
A revista transdisciplinar « Alternatives théâtrales», do Teatro Nacional de Bruxelas, dedica o seu último número – 94-95 – ao tema "Representação do trabalho e trabalho teatral". Contando no comité de redacção com nomes como Georges Banu, Bernard Debroux, Nancy Delhalle, Christian Jade, Yannic Mancel, Sylvie Martin-Lahmani e Christophe Triau, este volume é coordenado por Bernard Debroux. Ao longo de mais de 100 páginas podemos encontrar dossiers vários subordinados ao tema em questão, bem como algumas entrevistas a encenadores como Jean-Louis Colinet, Jacques Delcuvellerie, Philippe Sireuil, Isabelle Pousseur, Ingrid von Wantoch Rebowski ou Michèle Noiret. Interrogam-se aqui os diferentes métodos contemporâneos de encenação, tendo como ponto de partida o teatro apresentado na Bélgica, durante a temporada 2006-2007. Cinco encenadores partilham os diferentes pontos de vista e estéticas, assentando todos eles no princípio comum da experimentação e da pesquisa em cena. Este volume dedica ainda um dossier ao autor Lars Norén, uma referência no meio teatral pela capacidade com que retrata uma sociedade contemporânea marcada por fracturas. Sendo o seu campo de observação a família em crise e as calamidades das pequenas cidades europeias, os vários ensaios que integram este número da publicação mostram como Norén intui, de forma clara e simples, algumas das questões mais caras à dramaturgia contemporânea. MGR
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Arquitecturas em Palco / Architectures on Stage
João Mendes Ribeiro
Almedina, 2007
Por ocasião da Representação Oficial Portuguesa na 11ª Exposição Internacional de Cenografia e Arquitectura para Teatro, na Quadrienal de Praga 2007, João Mendes Ribeiro, o arquitecto convidado pelo Instituto das Artes/Ministério da Cultura para representar oficialmente Portugal na exposição de maior prestígio internacional na área da cenografia e arquitectura para teatro, propôs este tema para a representação portuguesa na secção de exposições nacionais da Quadrienal. Partindo de uma selecção de vários projectos e intervenções, que no entender do arquitecto reflectem o espírito contemporâneo de experimentalismo e hibridação que abordam a cenografia, a exposição foi organizada em torno de núcleos temáticos apoiados em vários suportes: textos mais ou menos conceptuais, materiais gráficos, desenhos, fotografias, maquetas, performances, peças audiovisuais. Editada pela Almedina, esta obra representa uma súmula deste projecto, onde se podem encontrar imagens de espectáculos, bem como textos de autores tão variados como Olga Roriz, Ricardo Pais, Antoni Ramon Graels, Daniel Tércio, Miguel-Pedro Quadrio ou do próprio João Mendes Ribeiro. Destaque ainda para um Portfolio, para uma resenha de cenografias realizadas por João Mendes Ribeiro entre 1991-2007 ou uma completa bibliografia precedida da reprodução de alguns dos seus principais projectos de arquitectura e instalações. MGR
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Ibsen e o novo sujeito da Modernidade
Tereza Menezes
Editora Perspectiva, 2006
Licenciada em Pedagogia, no Brasil, com Mestrado em Artes Cénicas, Tereza Menezes tem afirmado o seu percurso como encenadora, onde se destacam trabalhos como “Um Gosto de Mel” e “A Bela e a Fera” (1987), e professora de História do Teatro. Ibsen e o “Novo Sujeito na Modernidade" são os dois temas que a autora conjuga neste livro. Se, por um lado, se reflecte sobre a vida e a dramaturgia de Ibsen, por outro existe uma profunda reflexão sobre alguns dos momentos que a autora considera determinantes para a constituição da subjectividade moderna, com destaque para novas figuras que surgem neste período, como a figura do encenador, do actor ou mesmo do público. Para Tereza Menezes, em Henrik Ibsen encontra-se o "âmago do humano", tendo o dramaturgo norueguês influenciado várias manifestações artísticas, entre elas as arte de palco. É justamente a partir da relação entre várias disciplinas, em particular o cruzamento entre o teatro e a filosofia, que a autora fundamenta o seu discurso e traça aquele que é considerado um itinerário de "um novo sujeito na modernidade", desde o Renascimento às últimas décadas do século XX. Retomando vários temas caros à dramaturgia, a partir do teatro ibseniano, Tereza Menezes identifica aquela que é a principal luta do homem – a sua libertação face a uma historicidade e uma tradição. MGR
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El Eunuco de Inês de Castro – Teatro en el país de los muertos
Armando Nascimento Rosa
De la Luna Libros, 2007
Levada ao palco pelo CENDREV no Teatro da Comuna, depois de ter estreado em Évora a 1 de Dezembro de 2006, por ocasião do IV Encontro de Teatro Ibérico, esta peça de Armando Nascimento Rosa retoma a história de Pedro e Inês de Castro. Aqui com tradução espanhola de Antonio Sáez Delgado, El Eunuco de Inês de Castro questiona o convencional mito inesiano, jogando com a bissexualidade de D. Pedro. Uma terceira personagem masculina entra na tradicional história de amor de Pedro e Inês – o escudeiro de Pedro I, Afonso Madeira, presente já na crónica de Fernão Lopes. Organizada num único acto, esta peça questiona a figura de D. Pedro, mitificada pela imaginação popular. A acção decorre no "país dos mortos", numa ilha onde habitam Inês e Constança. Inês recusa-se a ter Pedro consigo pois nunca o perdoou pelo castigo que ele aplicou ao seu escudeiro. O regresso ao passado e a memória têm aqui um importante papel, na medida em que através da recordação se efectua uma catarse necessária, nesta que é uma história dramática mas recheada de poesia e paródia.
Doutor em Literatura Dramática do Século XX e professor da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa, desde 1998, Armando Nascimento Rosa é também membro fundador do Fórum Ibérico de Teatro que reúne várias associações profissionais de teatro de Portugal e Espanha. Nesta obra, traça uma nova leitura do mito de Inês a partir das várias fontes literárias que têm abordado esta que é já uma história arquetípica. MGR
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Ao Encontro do Brasil / Um Quadro Falador
Margarida Fonseca Santos
Sete Caminhos, 2007
Diplomada com o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, Margarida Fonseca Santos leccionou a disciplina de Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa mas, a par da sua actividade profissional, tem sido animadora na área da escrita criativa e tem assinado vários textos, peças infantis e textos musicais, onde se destaca "O Navio dos Rebeldes" para o Teatro da Trindade ou a adaptação de "Memorial do Convento", com Miguel Real, para o TNDM II – Palácio do Convento de Mafra. De sua autoria é, também, A Filha Rebelde, adaptação cénica da obra dos jornalistas António Valdemar e José Pedro Castanheira, e que nos recorda a vida de Annie Silva Pais.
Ao Encontro do Brasil e Um Quadro Falador são dois dos seus últimos textos para teatro, publicados pela editora Sete Caminhos. Baseado na carta de Pêro Vaz de Caminha, Ao Encontro do Brasil toma como tema a descrição da chegada dos portugueses ao Brasil e coloca em cena personagens de dois tempos diferentes, cruzando a realidade com a ficção. Escrita para o 5º ano da Escola Prof. Delfim Santos, em Lisboa, esta peça põe em diálogo Pedro Álvares Cabral, Pêro Vaz de Caminha, dois homens condenados à morte em Portugal, marinheiros, índios e um banhista, "homem novo, vestido com fato de banho numa praia do Brasil". O diálogo com a História é novamente retomado na peça de teatro infantil, Um Quadro Falador, cuja acção decorre numa pequena sala de um museu onde se observa um único quadro que representa um nobre do século XVII. Numa visita de estudo, que ignora este quadro por se situar numa sala de passagem, dois alunos de dez anos, Rita e Nuno, ficam para trás cativados por aquela pintura… MGR
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Pedro I
Manuel Poppe
Editorial Teorema, 2007
1345, numa sala de estalagem em Estremoz. Um jovem dorme sobre uma grande mesa e, subitamente, é acordado por Pedro e um Fidalgo, Afonso Madeira, que falam sobre mulheres e sobre os casamentos encomendados para o Príncipe. Assim começa a peça escrita por Manuel Poppe, dramaturgo, romancista, diplomata e ensaísta, onde a principal pergunta que se coloca é: "Quem foi o rei D. Pedro I?". Homem amado pelo povo, a vida de D. Pedro oscila, através do olhar de Manuel Poppe, entre a tragédia e a epopeia. Revestido de um manto de mistério, D. Pedro, que viveu o trágico amor com a amante Inês, morta a mando do seu pai, subiu ao trono com uma ânsia de vingança e uma sede de justiça. Temido pela aristocracia, era amado pelo povo. A máscara e a pressão que a sociedade pode ter sobre o homem são questões aqui indirectamente afloradas por Manuel Poppe, que recupera o carácter quase mítico da figura de D. Pedro: "Por arte – milagre – do encenador, ao longo dos vinte e dois anos em que se desenrola esta história, o pajem João nunca deixará de ser adolescente e Pedro I envelhecerá quase nada…" MGR
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Chat et souris
Ray Cooney
Quatre-Vents, 2007
Jean, condutor de táxi, mantém uma vida dupla, metodicamente organizada. Casado com Mathilde, em Montreuil, e com Charlotte, em Ivry, Jean não desperta sobre si nenhuma suspeita, agindo com normalidade nas duas casas. Até ao dia em que os filhos, Alix e Guillaume, que não se conhecem, falam num chat através da Internet, descobrem que têm vários pontos em comum e decidem encontrar-se… Levada à cena no Théâtre de La Michodière, em Setembro de 2007, com encenação de Jean-Luc Moreau, Chat et souris explora a questão da farsa tradicional. Através de um triângulo amoroso, Ray Cooney regressa à comédia, o género que lhe tem sido mais caro. A família é aqui ironizada e acaba por ser o núcleo que desperta a desconfiança e semeia o pânico. Quase não recorrendo a acontecimentos exteriores, esta história concentra-se na história de uma família que conduz as personagens para um desfecho complicado, de tensão. Tendo escrito a sua primeira peça em 1964, One for the Pot, o escritor inglês Ray Cooney tem escrito várias comédias que o levam a ele próprio ao palco. Traduzido em mais de vinte línguas e representado em cerca de cinquenta países, Ray Cooney tem também produzido vários espectáculos e encenado peças para teatro em Inglaterra, nos EUA e na Austrália.
Em Portugal, a peça Chat et Souris foi adaptada ao teatro por Ana Sampaio, para o espectáculo “Dois Amores”, que a dupla António Feio e José Pedro Gomes protagonizou no Teatro Villaret, na temporada de 2006/2007.MGR
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Jesus Cristo em Lisboa. Tragicomédia em sete actos
Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes
Assírio & Alvim, 2007
Com edição da Assírio & Alvim, fixação de texto, notas e posfácio de Pinharanda Gomes, esta peça é fruto de uma parceria entre Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes. Qual a data exacta desta peça e o porquê a escolha do tema do regresso de Jesus, são questões para as quais a crítica ainda não encontrou explicação. A acusação, o juízo e a sanção moral são três dos ingredientes que perpassam este texto alegórico onde se identifica a cidade de Lisboa como Pôncio Pilatos, no Credo, símbolo da condenação de uma sociedade politicamente cega e débil. Por isso, a crise de valores é, nesta peça, retratada como em poucas, quase ao jeito de uma doutrina que ultrapassa o próprio género dramático. Logo em 1972, como se diz no posfácio, o jornal O Século dava conta deste projecto a quatro mãos: "Consta que Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes estão colaborando numa obra dramática, que, segundo outros boatos, já se encontra concluída, e cuja personagem principal é Jesus Cristo entre os homens nesta cidade de Lisboa, uma pequenina Babilónia, onde a miséria, o pecado e a dor florescem como nas grande urbes". Sobre a invenção, a recepção, a representação e um breve exercício hermenêutico reflecte, aliás, de forma meticulosa, Pinharanda Gomes, no Posfácio. MGR
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Chaby Pinheiro. Um Senhor Actor (1873-1933)
Jorge Trigo e Luciano Reis
Sete Caminhos, 2007
Inserida na colecção de biografias de actores que a Sete Caminhos tem dedicado a várias personalidades do Teatro, esta biografia, assinada por Jorge Trigo e Luciano Reis, é uma homenagem ao actor português António Augusto de Chaby Pinheiro, mais conhecido por Chaby Pinheiro. Tendo frequentado o curso de Letras, sem no entanto o concluir, acabou por seguir a carreira de actor, apesar da oposição por parte da família. Chaby Ribeiro estreou-se justamente no Teatro Nacional D. Maria II, tendo participado em vários géneros de teatro, entre eles a revista, bem como no cinema em filmes como "O Leão da Estrela" (1925) ou "Lisboa, Crónica Anedótica" (1930). Chaby Pinheiro foi também professor do Conservatório Nacional e cavaleiro da Ordem de Sant'Iago. Nesta biografia, ilustrada com várias fotografias e caricaturas do actor, os autores incluíram, para além de uma bibliografia, várias referências ao percurso de Chaby Pinheiro no Teatro Nacional, às tournées pelo mundo, à sua passagem pelo Conservatório ou à sua participação no cinema. MGR
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Arts Management
Derrick Chong
Routledge, 2007
O interesse em Estética e estudos de Organização/Gestão tem sido gradual e significativo ao longo do século XXI. Derrick Chong, leitor na Royal Holloway, Universidade de Londres, tem aplicado algumas leituras de administração e história da arte nas universidades de Toronto, Montreal e Londres. "Arts Management" oferece assim uma visão crítica da Gestão das Artes como uma disciplina de estudos vital. Destinado sobretudo aos (futuros) gestores artísticos, tendo em vista as suas responsabilidades sociais, esta obra tenta decifrar o contexto e as condições que as artes enfrentam, bem como as organizações culturais, na sociedade contemporânea, e associa tópicos críticos à noção de Gestão. A liderança artística, o marketing nas artes ou aproximações criativas ao financiamento são alguns dos tópicos aqui aflorados neste contributo ao trabalho dos artistas contemporâneos ou aos teóricos da Gestão das Artes. Ao longo da obra, Derrick Chong refere-se várias vezes às obrigações artísticas, económicas e culturais das organizações culturais que operam no meio cultural urbano. Um contributo a reter para quem se interessa pela matéria, sobretudo estudantes da área de Gestão e Artes. MGR
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Peças Escolhidas I
Henrik Ibsen
Tradução de Fátima Saadi e Karl Erik Schollhammer
Edições Cotovia, 2006
Quando nós, os Mortos, Despertamos, John Gabriel Borkman, O Pequeno Eyolf ou O Construtor Solness são as peças incluídas neste primeiro volume do projecto da Cotovia que consiste na divulgação de uma selecção de peças de teatro do dramaturgo norueguês, Henrik Ibsen. Ao todo, são quatro volumes onde o leitor pode encontrar cerca de 14 peças: Hedda Gabler; A Dama do Mar; Rosmersholm; O Pato Selvagem; Um Inimigo do Povo; Espectros; Casa de Boneca; Os Pilares da Sociedade; Peer Gynt e Brand. Todas elas são traduzidas a partir da língua norueguesa original e alguns dos volumes oferecem ainda textos de autores portugueses ou estrangeiros sobre o autor e a obra. Neste primeiro volume, para além de um texto do tradutor e também professor dinamarquês Karl Erik Schollhammer (a leccionar no Departamento de Humanidades da PUC – Rio de Janeiro) sobre as últimas peças de Ibsen, onde se reconhece uma complexa reflexão ética sobre a própria existência, destaque ainda para um texto de Gustavo Rubim, professor auxiliar de Literatura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, e Jorge Silva Melo, encenador, ensaísta e tradutor de vários textos para teatro. Para Gustavo Rubim, apesar de Ibsen ser "hoje um dos grandes ausentes dos palcos portugueses", a sua experiência como viajante faz da sua obra uma obra universal que pode acontecer um pouco por todo o mundo. Por isso, nela "vemos os fantasmas avançarem", diz Jorge Silva Melo num texto intitulado "E quando a Primavera chegar". Porque "o palco não é lugar de acção, mas remoinho, rebentação do que há muito foi jogado". De salientar ainda que a organização dos volumes inicia-se com a publicação da última peça escrita e prossegue recuando no tempo. MGR
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Sonho de uma Noite de Verão
William Shakespeare
Colecção «Shakespeare para Todos»
Editora Manole, 2002
"Encorajar o leitor a ver a peça", assim define Jennifer Mulherin esta obra destinada ao público mais jovem, com ilustrações de Norman Bancroft-Hunt. Inserido na colecção "Shakespeare para todos", Sonho de uma Noite de Verão surge depois da edição de outras obras do dramaturgo inglês como Hamlet, Macbeth, Otelo, Rei Lear e Romeu e Julieta, também disponíveis na livraria do TNDM II. Ao longo de cerca de 30 páginas, os mais jovens têm oportunidade de conhecer a vida e obra de Shakespeare, em especial esta que é uma das suas comédias mais representadas. Com uma linguagem acessível, esta é, pois, uma boa introdução a Sonho de uma Noite de Verão, onde se colocam novamente questões subjacentes à origem da comédia, tais como se esta seria ou não uma peça escrita para celebrar um casamento. A simbologia do nome da peça ou do próprio bosque que lhe serve de cenário, bem como os vários passos da história e a descrição das suas personagens contribuem para uma melhor compreensão do universo de Shakespeare. MGR
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Avignon, vue du pont : 6 Ans de Festival
Bernard Faivre d'Arcier
Actes Sud, 2007
Quase num tom diarístico, Bernard Faivre relata a memória que guardou do Festival de Avignon, em primeiro lugar enquanto espectador e, seguidamente, como director. Entusiasta do teatro, Faivre foi o mais jovem director do Festival, com apenas 35 anos, entre 1980 e 1984, regressando a este cargo entre 1993 e 2003. Ao longo de mais de 200 páginas, recheadas de fotografias de momentos de teatro do Festival, o autor revela todo um universo de emoções na partilha de experiências com os actores, os técnicos e, em última instância, com o público. Ao longo desta obra, podemos encontrar conteúdos que vão desde a história da criação do Festival, entre 1947 e 1950, a visão internacional deste evento, os vários locais onde teve lugar ou a equipa responsável por este acontecimento. Conselheiro de diversos festivais de teatro estrangeiros, Bernard Faivre é hoje um dos grandes conhecedores das relações artísticas internacionais tendo sido, recentemente, comissário geral das temporadas culturais da Hungria (MAGYart, em 2001) e da Polónia (Nova Polska, 2004). MGR
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Canseiras de Amor em Vão
William Shakespeare
Tradução Rui Carvalho Homem
Campo das Letras, 2007
Considerada uma peça dos primeiros anos da obra de Shakespeare, "Canseiras de Amor em Vão", uma "comédia da linguagem" onde a farsa, caracterizada por um peculiar virtuosismo verbal, alterna com momentos líricos, chega-nos pela Campo das Letras com tradução integral de Rui Carvalho Homem. Professor do Departamento de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Rui Carvalho Homem tem-se dedicado aos estudos irlandeses e ao drama inglês dos séculos XVI e XVII, nomeadamente aos estudos shakespearianos, fazendo parte de uma equipa de investigadores e tradutores responsável pela versão integral da obra dramática de Shakespeare. Esta edição da Campo das Letras conta, aliás, com uma longa introdução por parte do ensaísta onde fica explícito o principal fio condutor que orienta esta colecção da Campo das Letras – "Shakespeare para o Século XXI": "um projecto articulado com vista à tradução integral e actualizada de todas as peças shakespearianas". Para além de "Canseiras de Amor em Vão", podemos encontrar títulos tão variados como "Medida por Medida", "António e Cleópatra", "A Tempestade", "Ricardo II" "Sonho de Uma Noite de Verão", "O Amansar da Fera", "Henrique IV - parte I", "Muito Barulho Por Nada", "Henrique V", "Comédia de Equívocos", "O Rei Lear", ou "O Conto de Inverno". MGR
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Panos – Palcos Novos Palavras Novas
"Auto do Branco de Neve", Armando Silva Carvalho
"Copo Meio Vazio", Alexandre Andrade
"Justamente", Ali Smith
Culturgest, 2007
"Pensar sobre o mundo de hoje" – assim define Francisco Frazão, programador de teatro da Culturgest, este projecto cuja antologia de textos para teatro nos chega agora na sua segunda edição. "Auto do Branco de Neve", de Armando Silva Carvalho, "Copo Meio Vazio", de Alexandre Andrade e "Justamente", de Ali Smith são as três peças que compõem este livro. Duas delas – a de Alexandre Andrade e Armando Silva – foram escritas por encomenda da Culturgest, a da autora escocesa fez parte do Connections 2005 (um projecto do National Theatre de Londres, no qual se inspira esta iniciativa) e foi traduzida por Miguel Castro Caldas. O encontro entre o público mais jovem, entre os 12 e os 18 anos, e a nova dramaturgia tem sido o fio condutor deste laboratório desenvolvido pela Culturgest. Três peças diferentes entre si mas com um ponto em comum, no entender de Francisco Frazão: "coisas que podem ser um crime, o teatro no teatro, um espelho ou uma venda nos olhos". Pensar o mundo e encontrar soluções para os problemas que assombram o quotidiano, tudo isto e muito mais pode encontrar-se nas peças publicadas nesta segunda edição de Panos. MGR
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A Charrua e as Estrelas
Sean O'Casey
Tradução Helena Barbas
Livros de Areia Editores, 2007
A Charrua e as Estrelas , que esteve em cena no Teatro Municipal de Almada (TMA) entre 20 de Setembro e 14 de Outubro de 2007, é agora publicada com a chancela dos Livros de Areia, uma pequena editora criada e dinamizada por João Seixas e Pedro Marques. Tendo como temática o operariado na Irlanda, mais especificamente a "Páscoa sangrenta de 1916", esta obra é considerada pela crítica como uma das peças mais marcantes do dramaturgo irlandês. No entanto, como bem se explica numa espécie de prefácio do encenador francês Bernard Sobel, "hoje em dia esta peça fala-nos de outra coisa: a história de seres humanos que, num momento de desordem, são arrancados às suas vidas normais e cujos fundamentos das suas existências ficam transtornados. Seres humanos que tentam, de uma forma dolorosa, escapar a qualquer preço às consequências desta desordem". Fundador do Théâtre de Gennevilliers - Centro Dramático Nacional desde 1983 -, na periferia de Paris, Bernard Sobel foca a importância de O'Casey, um dos mais importantes dramaturgos de língua inglesa do século XX, nascido em Dublin, cuja luta pela independência irlandesa, na qual se envolveu directamente, foi consagrada como temática a várias obras teatrais. MGR
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Fulgor e Morte de Joaquín Murieta
Pablo Neruda
Campo das Letras, 2007
A primeira e única peça de teatro escrita por Pablo Neruda conta a vida do emigrante chileno (assim é identificado por Pablo Neruda que, como afirma no "Antelóquio" deste livro, conhece "as provas"), Joaquín Murieta, que viaja para a Califórnia em 1850 (período da Febre do Ouro), em busca de novas oportunidades de vida. Mas, em vez disso, Murieta confronta-se com o racismo e a discriminação social. São vários os obstáculos com que Murieta se depara, apesar de, no entender de Neruda, essa tragicidade não esgotar uma vertente mais humorística: "Esta é uma obra trágica, mas também, em parte está escrita em tom humorístico. Pretende ser um melodrama, uma ópera e uma pantomina". Murieta confronta-se não só com a aprovação de uma acta que obriga os mineiros latino-americanos na Califórnia a pagarem um elevado imposto, mas também com a violação e assassinato da sua mulher Teresa. São estes os factores que o levam a juntar-se ao temido bando de assaltantes e assassinos Los cinco Joaquines. O lendário Joaquín Murieta acaba por ser morto por um grupo de rangers, mas a sua história de vida é recordada como um exemplo de rebeldia face à injustiça social. Com tradução e prefácio de José Viale Moutinho, esta obra de Pablo Neruda estreou a 4 de Maio de 2007 no Teatro Carlos Alberto, numa co-produção entre a companhia Art`Imagem e o Teatro Nacional São João, com encenação de Roberto Merino. Um texto marcante sobre o bandido Joaquín Murieta, uma espécie de Robin dos Bosques latino-americano, cuja lenda permanece viva porque, como disse Pablo Neruda, "o fantasma de Joaquín Murieta ainda percorre as Califórnias".
MGR
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Comédie Française
DVD
A Comédie Française – o primeiro Teatro Nacional em França, fundado pelo Cardeal Richelieu – é, actualmente, uma das poucas estruturas de produção teatral que insiste em manter uma companhia permanente de actores. Fundada a 24 de Agosto de 1680, por decreto de Luís XIV, com o intuito de unir as duas únicas companhias parisienses da época – a do Hôtel Guénejaud e a do Hôtel de Bourgogne – tinha, como repertório, os três grandes autores da época: Molière, Racine e Corneille.
A Livraria do Teatro Nacional D. Maria II tem agora disponíveis algumas montagens de peças do repertório da companhia, com preços que oscilam entre os 29.06 e os 33.03 euros.
Títulos disponíveis:
- “Othello”, de William Shakespeare, encenação de Jonathan Miller;
- “Hedda Gabler”, de Henrik Ibsen, encenação de Roman Polanski;
- “La Mouette”, de Anton Tchekov, encenação de Nicole Gros;
- “Crime et Châtiment” de Fèdor Dostoievski, encenação de Robert Hossein;
- “George Dandin”, de Molière, encenação de Marie Lazarini;
- “Dom Juan”, de Molière, encenação de Daniel Mesguich;
- “Le Roi Lear”, de William Shakespeare, encenação de Michel Grobéty;
- “Les Jumeaux Vénitiens”, de Carlo Goldoni, encenação de Gildas Bourdet;
- “Les Amants Timides”, de Carlo Goldoni, encenação de Claudio Morin;
- “Tour Buffo” de e com Howard Boten;
- “Les Parents Terribles”, de Jean Cocteau, encenação de Jean-Claude Brialy;
- “Hotel des Deux Mondes”, de Eric-Emmanuel Schmitt, encenação de Daniel Roussel;
- “Antigone” de Jean Anouilh, encenação de Nicolas Briançon;
- “Phèdre”, de Racine, encenação de Patrice Chéreau;
- “Artaud – La fiction & le documentaire” e “Brook by Brook / La Tragedie d’Hamlet”, de Simon Brook e Peter Brook, respectivamente. Joana Lopes Vilela
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"Les Deux Voyages de Jacques Lecoq"
DVD de Jean-Noel Roy e Jean-Gabril Caraso
Là où le discours en reste aux monts, la parole engage le corps.
Jacques Lecoq
Jacques Lecoq nasceu a 15 de Dezembro de 1921 em Paris, França. Em 1937 inicia os estudos em Educação Física, disciplina que chegou a leccionar e a qual lhe permitiu, um dia mais tarde, o contacto com Jean-Marie Conty, amigo de Artaud e Jean-Louis Barrault. O contacto com o teatro estava feito!
Em 1945 começa a representar e funda, com Gabriel Cougin, um grupo dramático, sendo depois contratado por Jean Dasté para a Companhia Comédiens de Grenoble. Começa, então, a pôr em prática o seu conhecimento do corpo e a explorar os movimentos; começa a descobrir as máscaras e a identificar-se com Copeau, afirmando-se, indirectamente, seu herdeiro.
O facto de ter estado oito anos em Itália permitiu-lhe o contacto directo com as técnicas da commedia dell’arte e uma viagem profunda das máscaras, na procura da mais neutra de todas.
Junta-se a Strehler e a Grassi para a inauguração da escola do Teatro Piccolo de Milão. Torna-se encenador e coreógrafo e explora meticulosamente novas formas de expressão corporal para música contemporânea, ópera, ou mesmo para os coros da tragédia grega. De regresso a Paris, funda em 1956 a École Internationale de Théâtre e, em 1977, desenvolve o LEM (Laboratoire d’Etude du Mouvement), um método dedicado à dinâmica do espaço, ao ritmo, às cores, às formas, às estruturas, ao movimento colectivo e à forma como o conhecimento do mesmo pode ser aplicado na cenografia.
Corre o mundo como professor, orador e conferencista para espalhar e explicar a paixão com que viveu sempre o teatro e o corpo no teatro. Morreu a 19 de Janeiro de 1999, deixando marcas profundas na História do Teatro e uma herança abraçada por muitos.
Lecoq ficou associado ao teatro físico, o seu método tocava em áreas como a mímica, a dança contemporânea, a acrobacia, a técnica de clown, o movimento em geral. O corpo é o ponto de partida, a matriz principal do conhecimento.
Tal como Stanislavski, Meyerhold ou mesmo Michel Chejov, Lecoq partiu da sua experiência como actor e encenador para questionar os métodos de trabalho em teatro e para reformular as técnicas do trabalho do actor.
A forma como entendia o jogo da representação continua a ter expressão no panorama teatral contemporâneo.
Na Livraria do Teatro Nacional D. Maria II está disponível o filme “Les Deux Voyages de Jacques Lecoq”, realizado por Jean-Noel Roy e Jean-Gabril Carasso.
O filme está em francês, com legendagem em português, inglês, espanhol e italiano, custa 29.90€ e tem 175 minutos.
Através do filme, é possível compreender o método de Lecoq, a importância do corpo e do movimento na base da construção da arte teatral. Joana Lopes Vilela
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Conversations après un Enterrement
La Traversée de L'Hiver
Art
L'Homme du Hasard
Une Pièce Espagnole
Yasmine Reza
Yasmine Reza nasceu em 1959, Paris, França. Estudou na Université Paris X e mais tarde na escola de Jacques Lecoq, começando depois a trabalhar como actriz em peças de autores contemporâneos, bem como em clássicos (Molière, Marivaux ou Sacha Guitry).
Das relações familiares, uma mãe húngara que se fixa em Paris após a queda da Cortina de Ferro e um pai russo oriundo de uma família judia que foge do bolchevismo para encontrar refúgio na capital francesa. Com a mente aberta ao mundo, Yasmine Reza começa a escrever teatro e a sugar o mais íntimo das relações, sejam elas quais forem e torna-se popular graças às suas personagens pouco simpáticas e aos diálogos cristalinos, duros e crus.
A Livraria do Teatro Nacional D. Maria II tem à disposição do leitor algumas das peças de teatro mais emblemáticas da dramaturga. Assim disponíveis em três livros publicados pela Albin Michel, na língua francesa, estão: Conversations après un Enterrement, primeira peça da autora escrita em 1987; La Traversée de L’hiver (1988) e Art, a mais famosa das obras de Reza (1996, 283 p., 18.30€) e que foi estreada no Teatro Villarett, em Lisboa, numa encenação de António Feio e com interpretações do mesmo, de José Pedro Gomes e Miguel Guilherme.
Seguem-se L’Homme du Hasard, de 1995 (65 p.; 9€) e Une Pièce Espagnole, de 2004 (122 p.; 12€).
Yasmine Reza une o dito e o não dito e delata a modos de trivialidade as frustrações, as vaidades, o egoísmo e a ignorância; enuncia o ridículo e a imperfeição do ser, mas não importa, pois como diria a autora, os sonhos e os desejos são normalmente maiores que a realidade.
Joana Lopes Vilela
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Teatro Completo de Eric-Emmanuel Schmitt
Fujo de mim próprio, mas nunca perco o rumo. Acabo sempre por me reencontrar…
Eric-Emmanuel Schmitt
Eric-Emmanuel Schmitt nasceu a 28 de Março de 1960 em Lyon, França. Estudou na Ecole Normale Supérieure, onde se doutorou em filosofia, atingindo o grau superior de qualificação de docente de francês. Hoje é considerado um dos maiores especialistas de Dennis Diderot, o enciclopedista, filósofo, escritor e teórico teatral do século XVIII, que deixou para a posteridade várias reflexões sobre o teatro, nomeadamente ‘Paradoxo sobre o Comediante’, um estudo fundamental sobre a arte do actor. Sobre ele, Eric-Emmanuel Schmitt publicou, em 1997, a tese Diderot ou la Philosophie de la Séduction.
Preferiu sempre um mundo de ilusão, um mundo ensimesmado onde música e filosofia eram palavras de ordem. A filosofia ditou previamente a sua carreira, mas desde novo percebeu que o teatro era a sua paixão, que era o caminho a seguir para se sentir livre e dar azo ao adolescente rebelde que nunca deixou para trás.
Desde a estreia da sua primeira peça, La Nuit de Valognes, na Royal Shakespeare Company, que o nome de Eric-Emmanuel Schmitt se tornou uma referência no panorama teatral contemporâneo, com uma fama que rapidamente ultrapassou as fronteiras francesas para se tornar num fenómeno editorial mundial. Hoje, é um dos escritores de língua francesa mais lidos e representados do mundo. Os seus livros estão traduzidos para mais de 35 línguas e são representados com regularidade em mais de 40 países. Na bagagem, tem uma colecção de prémios.
Usando o filtro da ficção e exorbitando o dom da fantasia fértil e criativa, aplicando o entusiasmo exaustivo que o caracteriza, Eric-Emmanuel Schmitt continua a abrir portas e a dar premissas para gerar diversas reflexões, encaixando em cena personagens célebres como Freud, Pôncio Pilatos ou mesmo Hitler e atraindo cada vez mais o público.
Tornando-se numa febre mundial, o nome de Schmitt situa-se em 5º lugar (abaixo de Goethe e acima de Brecht) no ranking de autores mais representados (com 849 representações e 40 produções). Não é com ligeireza que muitos o consideram o mais profundo e genial dos autores contemporâneos.
A colecção completa de teatro de Eric-Emmanuel Schmitt está, agora, disponível na livraria do Teatro Nacional D. Maria II.
Publicada pela editora Albin Michel, em francês, e divide-se por sete volumes. O primeiro acolhe Frederick ou le Boulevard du Crime, escrita em 1999 (235 p.; 13.90€). Golden Joe, escrita em 1994, é o segundo volume da colecção (179 p.; 12.10€), seguindo-se Variations Énigmátiques, 1996, a peça mais popular de Schmitt e já representada em Portugal, no Porto, pela Seiva Trupe (terceiro volume, 135 p.; 10€); e Hôtel des Deux Mondes, escrita em 1999 e representada em Lisboa na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II em 2006 (encenação de Cucha Carvalheiro). Trata-se de uma peça que se rege por binómios como sonho e realidade, vida e morte ou mesmo comédia e tragédia (186 p.; 10€). Le Libertin, que constitui o quinto volume, foi escrita em 1997 e ficciona um dia louco na vida de Diderot (158 p.; 9.20€). O sexto volume apresenta Petits Crimes Conjugaux, peça escrita em 2003 e que põe em causa a questão do amor eterno e do mito “viveram felizes para sempre”. A peça esteve em cena, este ano, no Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II e continua na Sala Vermelha do Teatro Aberto, numa encenação de José Fonseca e Costa (118 p.; 10€). O último volume compila La Nuit Valognes, primeira peça do autor, escrita em 1991 e que se baseia no mito de Dom Juan; Le Visiteur, escrita em 1993 e que lhe valeu o triunfo de três prémios Molière (os mais prestigiados prémios teatrais atribuídos em França) em 1994, também já representada em Portugal (Teatro Aberto, sob a direcção de João Perry); Le Bâillon, peça em I acto escrita em 1999 e que explora o valor da vida do Homem e L’Ecole du Diable, peça em I acto escrita 1996 e onde encontramos o diabo a sofrer de depressão (246 p.; 14.90€).
O leitor tem, assim, acesso a toda uma obra dinâmica e heterogénea que ondula entre o fictício e o não-fictício, que vagueia pelas relações e as transforma e as estimula, afinal L’art aide à vivre – que é como quem diz, “a arte ajuda a viver”.
Joana Lopes Vilela